S.O.S Children’s village.

Ontem estive em um evento do Hotel Four Points em Jaipur, o qual preparou uma tarde de atividades com as crianças da organização chamada “S.O.S Children’s village”.

Essa ONG foi criada a partir do final da segunda guerra mundial, com o intuito de acolher crianças que perderam os pais na guerra.

Abaixo dois links, para caso desejar saber mais:

http://www.soschildrensvillages.in/where-we-work/jaipur/pages/default.aspx

http://www.sos-usa.org/about-sos/where-we-help/asia/india/jaipur/pages/default.aspx

Eu fiquei muito feliz em ver que elas estavam muito bem cuidadas, fisicamente e psicologicamente. Todas foram muito educadas em todos os momentos, e sempre tinham um sorriso no rosto.

Ao conversar com o Diretor desta ONG, ele me falou que ele, e a equipe da Instituição, possuem quatro missões:

1)    Proporcionar às crianças uma mãe – tendo em vista que elas perderam mãe e pai: sendo assim, são contratadas mulheres para morarem com as crianças, sendo colocadas no máximo 10 crianças para a responsabilidade de cada mãe;

2)    Proporcionar irmãos e irmãs para essas crianças: que são as demais que moram junto;

3)    Proporcionar uma boa instituição de ensino – eles conseguem bolsas em ótimas escolas; e,

4)    Proporcionar inclusão deles na sociedade – o qual me informou que o evento que ocorreu ontem era uma demonstração disso.

Além da comida que foi servida, no evento teve: mágico, tiro ao alvo, animaizinhos feitos com bexiga, pintura, karaokê, músico para animar a festa, desenho animado, puppetshow e um Charles Chaplin (confesso que ele me assustou quando o vi pela primeira vez – foto abaixo).

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Descobri que há um desenho animado muito famoso entre as crianças indianas, o qual se chama ‘Chota Bheem’. No evento havia um boneco inflável desse desenho, e elas iam a loucura toda vez que ele vencia o monstro, na tela da tv:

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Para cuidar de cada uma dessas crianças eles precisam de 15.000 rúpias por ano, o equivalente a 600 reais.

Além disso, eles tentam encontrar trabalho para elas, quando elas ficam mais velhas.

Atualmente a criança mais nova da Instituição possui 3 anos de idade e a mais velha 21.

Eles aceitam crianças de 0 a 9 anos e cuidam delas até elas se formarem.

Resumindo: Fantástico projeto, o qual fiquei muito feliz em conhecer.

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Relacionamento.

Quem acha que é na novela mexicana que ocorre as maiores loucuras em um relacionamento é porque ainda não escutou as histórias dos indianos.

Uma das coisas que mais ouço falar aqui na Índia são casos de amor que tiveram que ser interrompidos, porque a família não aceitava que o casal ficasse junto.

Semana passada um dos indianos que conheço estava mostrando as fotos das crianças dele para mim, no celular, e derrepente ele parou em uma foto que estava no meio das imagens dos filhos dele.

Ele olhou para mim e disse: “_ Essa é a mulher que eu amo”.

Eu, muito inocente, afirmei: “_ Sua esposa!”.

E ele me disse: “_Não! Ela é a esposa do meu cunhado. Porém, antes de casar com ele, nós fomos noivos por um ano, mas a minha família cancelou o casamento por problemas com a família dela e eu tive que casar com outra pessoa. Hoje em dia nós somos apenas amigos, mas dói muito vê-la com o meu cunhado”.

POIS É! Isto ocorre demais aqui! Imaginem a minha cara de paisagem quando ele me disse isso. Juro que tentei fazer cara de compreensão. =S

Quando cheguei à Índia escutei que havia muitos casais jovens fugindo de casa, para casar escondido, pois a família queria casamento arranjado para eles.

Uma das indianas que conheci aqui me disse que ela ama o namorado dela, mas que não poderá casar com ele, porque a família dele não aceita, mesmo eles sendo da mesma casta. Daí eu a questionei o que os impediam e ela me respondeu “_ Não somos da mesma subcasta”.

¬¬

Quem me conhece sabe que eu sempre tento dar minha opinião depois que uma pessoa termina uma frase, mas confesso que a Índia me faz ficar sem palavras em muitas situações.

Curiosidade – parte 13

Quando me alimento com comida muito apimentada eu começo a soluçar – Sim, eu sei, é ridículo, mas fazer o que… É a reação do meu organismo.

Daí para eu parar eu aplico os meus truques, o qual é ficar sem respirar por alguns segundos e tomar golinhos de água de pouquinho em pouquinho.

Bom, a curiosidade é que, TODA VEZ que começo a soluçar um indiano chega para mim e diz: “Tem alguém sentindo saudade de você”.

A primeira vez que me disseram isso eu respondi: Sim, umas 100 pessoas no Brasil! Hahaha…

(Modéstia a parte).

Porém, depois me explicaram que quando você soluça, na Índia, significa que alguém está com saudade de você.

Para mim não faz nenhum sentido, mas eu respeito o significado de tudo e adoro aprender uma “crendice” nova.

Fatos engraçados que ocorreram na Tailândia.

O post sobre a Tailândia foi bem breve, sendo assim, resolvi escrever aqui alguns fatos engraçados que ocorreram durante essa viagem.

Para quem não sabe o Dilip foi comigo, para me fazer companhia. Eu, claro, adorei! =)

Primeiro porque não curto viajar sozinha, segundo porque queria que ele viajasse para outro País, para saber como é a vida fora da Índia – digamos que essa viagem serviu como um intercâmbio para ele. Já nas primeiras horas ele ficou de boca aberta com a limpeza da cidade…hehehe.

Bom, o primeiro fato engraçado ocorreu no primeiro dia.

Lá em Bangkok nós encontramos um restaurante que tinha carne de pomba no cardápio.

A minha reação foi de “eccaaa”, mas o Dilip ficou de ‘cara’ com esse animalzinho no menu. Hahaha…

Em Phuket haviam nos falado que os policiais tailandeses sempre param as motos, mesmo que você esteja dirigindo dentro do limite e com capacete.

Não deu outra…fazia 10 minutos que tínhamos alugado a motinho para dar a volta na ilha e um guarda nos parou. O Dilip estava sem a carteira de motorista, sendo assim, nós apresentamos apenas o passaporte dele e falamos que era a carteira na Índia, e o guarda acreditou. Rs..

Fomos informados que caso eles percebam que você está sem carteira, eles aceitam propina de 500 Baht, para não darem multa, e que é possível pagar esse valor apenas uma vez por dia. Ou seja, se você for multado uma vez em um dia, não será multado novamente.

Aproveito para informar que alugar uma motinho em Phuket é uma ótima idéia – eu só tive um problema: mesmo a ilha estando super calma, sem trânsito, o Dilip, por ser indiano, não parava de buzinar, por conta do costume da Índia (quem já passou pela Índia vai entender o que eu estou dizendo) e eu tinha que ficar brigando com ele o tempo todo.

Imagem de uma das vistas no caminho:

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Ainda em Phuket: Há uma rua onde há vários barzinhos e claro, muitas, digamos, garotas de vida fácil (que para mim de fácil não tem nada). Rs…

Elas não respeitam se Você está acompanhando o seu namorado. Elas chamam TODOS os homens que passam, dando tchauzinho, dançando…enfim, foi uma experiência engraçada, pois o Dilip nunca tinha visto isso.

Além disso, vale avisar que algumas pessoas dizem que os tailandeses sabem falar até bem o idioma inglês e que são SUPER simpáticos. Não achei isso na minha experiência de oito dias nesse País. Tivemos dificuldade em nos comunicar em muitos lugares, e vários cidadãos foram bem rudes. Na maioria das vezes eles eram simpáticos quando eles queriam vender algo.

Eu achei o máximo essa experiência do Dilip, porque ele está acostumado em me ajudar para eu compreender o “povo” indiano, mas lá na Tailândia nos deparamos várias vezes em situações de que ele não entendia a pessoa e a pessoa não entendia ele…hahaha.

Outro fato engraçado: Duas vezes, enquanto caminhávamos, homens tailandeses nos pararam na rua e disseram para pegarmos um Rickshaw para visitarmos os locais que queríamos, que por 40 Baht nós conseguiríamos ver tudo – nós, confiando na boa ação do ser humano, acreditamos no início.

O que de fato ocorre é que os Rickshaw querem é nos levar para shoppings e ao chegar lá eles conversam com os donos das lojas para que estes paguem uma comissão para eles, em cima do valor que gastarmos – creio que esses Rickshaw também tenham um acordo com esses homens “simpáticos” que nos param na rua.

Eu não fui para lá querendo comprar nada. Primeiro porque fui com o dinheiro contado e segundo porque TUDO que eu vi lá eu encontro mais barato na Índia.

Após a primeira parada no ponto turístico o Rickshaw pergunta se a próxima parada pode ser em um shopping, e quando dizemos que não queremos eles nos deixam nesse local turístico e somem. Isso, do motorista sumir, aconteceu duas vezes, e ainda teve uma situação pior, na terceira vez que isso ocorreu o motorista parou em um alfaiate para que comprássemos um terno e quando falamos que não iríamos descer o motorista mandou nós sairmos do tuc tuc dele e arranjarmos outro jeito de irmos ao local que queríamos! (Ainda bem que havia lido sobre isso em alguns blogs de viagem e estava atenta para não descer de forma nenhuma se isso acontecesse) – sendo assim, eu repito: utilizem táxi com taxímetro quando forem para a Tailândia.

Fotinho do tuc tuc tailandês:

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Enfim, a coisa mais engraçada de toda a viagem foi o choque gastronômico que o Dilip teve que passar.

Primeiro porque segundo ele os tailandeses não tiram a pele do frango e nem fritam a comida! Hahaha…

Quem me conhece sabe que eu amo sashimi, sendo assim, não perdi tempo e no meu segundo dia fui a um barzinho comer.

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Ele escolheu um prato diferente, após questionar o garçom sobre o que era, porém esse não sabia inglês direito, ai acabou vindo uns camarões crus, e é lógico que o indiano pediu para que fosse levado novamente para a cozinha e que fritassem o alimento! Hahahaha…

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Balanço final: Tivemos que visitar vários restaurantes indianos por lá, porque senão ele iria morrer de fome! Hahaha…

A viagem teve saldo positivo, e caso forem algum dia para esse País podem entrar em contato, que ficarei feliz em ajudar! 🙂

Curiosidade – parte 12

Que na Índia há vários idiomas todo mundo já sabe…

Porém, uma coisa que nunca havia parado para pensar, e achei curioso, é que as operadoras de televisões pagas possuem uma opção para você escolher os canais de acordo com o idioma que desejar.

Conforme vocês podem ver na imagem abaixo:

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Acho que já comentei isso aqui no blog, mas vale a pena ressaltar: Aqui é normal encontrar pessoas que falam mais de três idiomas, e quando falo que o Brasil (quinto maior território do mundo – maior até que a Índia) se fala apenas português eles acham super estranho.

Confesso que acho o máximo essa mistura de idiomas, mas a vida é mais fácil quando TODO mundo consegue se comunicar 100%, por isso fico ainda com a opção de falar apenas um idioma em um País! 😉