O que eu trago do Brasil para a Índia + presentes brasileiros para os indianos

Sempre que estou prestes a ir para o Brasil eu faço uma lista de itens que desejo trazer comigo para a Índia.

Por saber que muitas pessoas que lêem o meu blog são brasileiros que virão para cá, seja a passeio ou para passar uma temporada trabalhando, resolvi escrever este post.

Entre os itens que eu sempre trago do Brasil, para meu consumo, estão:

  1. Café;
  2. Pão de queijo de saquinho;
  3. Nescau;
  4. Palmito;
  5. Suco de maracujá de garrafa;
  6. Chocolates brasileiros;
  7. Tapioca;
  8. Farinha de rosca;
  9. Goiabada;
  10. Farinha temperada; e,
  11. Doce de leite.
Compras que fiz em Março, em minha última visita ao Brasil.

Compras que fiz em Março, em minha última visita ao Brasil.

Conforme mencionei no título do post, também deixarei aqui algumas dicas/sugestões do que trazer para os indianos, caso desejem presentear alguém, com itens do Brasil que seja fácil de encontrar:

  1. Havaianas – sério, os indianos AMAM! Principalmente as que tem a bandeirinha do Brasil;
  2. Café também é algo que muitos indianos me pedem, sempre que vou ao Brasil;
  3. Doce de leite;
  4. Produtos de marcas de beleza brasileira, como por exemplo, itens da Natura – as duas vezes que o Dilip esteve no Brasil ele comprou vários itens da Natura, como cremes para o corpo e sabonetes para dar para os indianos, e todos amaram; e,
  5. Chocolates – algo que eu sempre tento trazer são caixinhas da Nestlé, onde há várias opções com marcas de chocolates que são típicos do Brasil.

Obs.: vocês devem ter reparado na garrafa de 51 na foto acima! Pois é, isto também foi algo que pediram para eu trazer do Brasil para a Índia.

Caso você que esteja lendo seja brasileiro(a) que mora fora do nosso país de origem, nos conte aqui nos comentários o que você costuma trazer do Brasil quando vai visitar a sua família!🙂

Varanasi

Creio que após a imagem do Taj Mahal, a do Rio Ganges seja a segunda a vir em mente quando falamos sobre a Índia.

Desde 2013 eu estava querendo conhecer este local, e neste mês tive a oportunidade de visitá-lo.

Na internet eu encontrei várias informações sobre os rituais realizados em Varanasi e sobre a história desta cidade – porém estava sempre faltando algo, como por exemplo, dica de local para ficar hospedada e quanto que gastaria em uma viagem para lá.

Sobre a ida:

A forma mais barata é de trem, porém como eu não tinha muito tempo eu escolhi ir de avião. Saindo e voltando de Delhi você consegue encontrar passagens por menos de 90 dólares por pessoa (ida e volta).

Hotel:

Eu fiquei hospedada no Hotel Rivatas, por recomendação da minha amiga que já havia ido para esta cidade. O hotel é bom, mas o restaurante dele é mediano, sendo assim, aconselho a ir até um outro Hotel jantar, como por exemplo, o Hotel Marriot ou Hotel Radisson Blu (dois grandes hotéis em Varanasi – contudo são mais caros para ficar hospedados). A diária no Hotel Rivatas, para dois, saiu por 67 dólares.

Condução:

Em Varanasi, como qualquer cidade da Índia, há os famosos Rickshaw, mas eu prefiri optar pelo táxi normal. Ainda não chegou ‘Uber’ por lá, mas ainda bem que tinha o ‘Olá cabs’!

Passeios turísticos:

No Hotel tinha uma mesa com um representante de uma empresa de turismo. Para realizarmos o passeio turístico nós pagamos 3 mil rúpias, o equivalente a 46 dólares, para duas pessoas. Neste passeio estava incluso:

  • Visitar o templo budista Mulagandhakuti Vihara;
  • Visitar Buddha Statue;
  • Conhecer Dhamekh Stupa;
  • Entrada no Archaeological Museum;
  • Passeio de barco no Rio Ganges;
  • Guia (em inglês) para um passeio na área histórica da cidade, e também durante o passeio de barco no Rio Ganges;
  • Carro com motorista para nos levar em todos estes locais.

Nós saimos do Hotel quase as 2 da tarde e voltamos as 10 da noite. Ou seja, valeu muito a pena este passeio.

Informações importantes:

  1. Em um dia é possível visitar tudo em Varanasi; e,
  2. Vá bem preparado para tumultos humanos – nunca vi tanta gente em um único espaço. E isto porque, segundo o nosso guia era um dos dias com o menor número de pessoas neste ano.

E você? Já esteve em Varanasi? Tem vontade de conhecer? Me conte aqui nos comentários!

Ahh, e quase me esqueci….abaixo seguem algumas imagens dos lugares que passamos!!😉

Sarnath - Foto por Camila Pimenta

Sarnath – Foto por Camila Pimenta

Detalhes - Foto por Camila Pimenta.

Detalhes – Foto por Camila Pimenta.

Giant Buddha - Foto por Camila Pimenta.

Giant Buddha – Foto por Camila Pimenta.

Evento que ocorre todos os dias às margens do Rio Ganges às 19:30 - Foto por Camila Pimenta.

Evento que ocorre todos os dias às margens do Rio Ganges às 19:30 – Foto por Camila Pimenta.

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Ritual de cremação – Foto por Camila Pimenta.

“O real Hotel Marigold” – documentário BBC

Você já pensou em se aposentar e vir morar na Índia – por conta do custo baixo de vida e da “tranquilidade”? Pois é…o canal britânico, BBC, realizou um documentário sobre como seria o real ‘Marigold Hotel‘, trazendo ingleses com mais de 60 anos para virem morar por algumas semanas em Jaipur (cidade em que eu vivo desde 2013). Este documentário foi feito em 3 partes, e vale a pena assistir, se você curte a Índia.

Abaixo um breve trailer de como é este documentário – pois o conteúdo integral foi retirado do Youtube.

Infelizmente, como a maioria das informações que possuímos sobre este país, a BBC fez com que víssemos mais o lado típico indiano, como por exemplo:

  1. Os ingleses moram no meio da Pink city, em um Hotel – Ok, o Hotel é bom e limpinho, porém NUNCA conheci um estrangeiro que morasse no meio da muvuca que é a cidade rosa;
  2. A BBC faz com que os participantes vão de Jaipur para Agra de trem, em classe normal! Sério? É isto mesmo produção? Não há a necessidade de faze-los passar por isto. Alugar um carro sai super em conta e é bem mais confortável, além de que se for de trem, que vá em primeira classe, já que o valor é bem barato para quem ganha em libras;
  3. Em uma parte do primeiro episódio eles mostram uma das inglesas utilizando um banheiro público. Eu nunca fui nestes banheiros e não conheço ninguém que seja estrangeiro e que tenha ido. Mesmo na Pink city há restaurante com um bom banheiro que pode ser utilizado;
  4. Neste mesmo episódio mostra alguns estrangeiros indo até um local onde vende a carne de frango fresca, ou seja, você escolhe o frango e eles matam o mesmo na hora – porém, há também açougues em que os estrangeiros que vivem em Jaipur não precisem passar por isto;
  5. Por último, o que eu achei mais absurdo foi mostrar o moço indiano da casta Meena, dizendo que ele não consegue um bom emprego em agências de turismos por conta da casta dele, e além disto ele diz que ganha 2 mil rúpias por semana. Eu tenho amigas que conhece ele e me disseram que ele trabalha como guia de uma empresa de turismo, e que ele ganha sim mais do que esta quantia.

Sobre a pergunta acima “morar na Índia após se aposentar”: Eu não consigo imaginar a minha avó, que tem mais de 70 anos, morando aqui.

Acho que se você já estiver morando na Índia, quando alcançar uma certa idade, tudo bem, porém se mudar para cá por tempo integral, após se aposentar, eu não vejo lógica, a não ser que você não tenha família em seu país de origem e tenha uma saúde muito boa.

Sim, a Índia possui um custo de vida muito mais em conta, mas creio que a mudança repentina, de uma vida ocidental para a Índia, quando estiver com uma certa idade, pode deixar a pessoa muito estressada, por conta da grande diferença cultural e das dificuldades em conseguir as coisas de uma forma mais simples.

Depois me contem o que acharam do documentário. Adoro quando recebo opniões de vocês.🙂

O que deu o que falar na Índia?

Resolvi criar um tópico aqui no blog para sempre postar assuntos que deram o que falar na Índia. O que acham desta idéia?🙂

O primeiro assunto vocês já devem saber, caso sejam fãs de rock alternativo, pois devem ter escutado falar sobre o último vídeo clipe da banda Coldplay que saiu na semana passada, Hymn for the Weekend.

No clipe a banda está nas ruas de Mumbai, Índia, mostrando o festival Holi e o modo de como algumas pessoas vivem, além de ter a participação da cantora Beyoncé, como se ela fosse uma atriz de Bollywood.

Este vídeo clipe deu o que falar por aqui, com vários comentários online à capas de jornais, durante toda a última semana e início desta.

O que acontece é que para os indianos a banda não poderia ter utilizado apenas de fatores religiosos e do lado pobre da Índia para apresentar este País.

Há várias matérias de sites pelo mundo todo falando sobre este assunto.

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Aqui consta uma matéria interessante da MTV, escrita por um Indian-American (nascido nos EUA, porém com descendência indiana) e aqui uma matéria do jornal que assino, Times of India.

Bom, o que eu acho sobre isto?

A princípio eu achei que a banda não conseguiu mostrar o que realmente é a Índia, principalmente nos dias atuais, porém, depois de pensar mais sobre isto, eu vi que a banda apenas gravou aquilo que “vende” – que as pessoas querem ver.

Ou seja, se eles mostrassem o lado diferente da Índia, que poucos conhecem, o vídeo não teria tanto acessos.

Isto acontece em qualquer lugar, como por exemplo, se o clipe fosse gravado no Japão, com certeza eles mostrariam mulheres de kimonos e nas ruas de Tokyo…se fosse gravado no Brasil, seriam crianças jogando futebol e mulheres de biquínis na praia..no Egito, mostrariam as pirâmides…e assim por diante. Até mesmo os filmes de Bollywood realizam este tipo de estereótipo…por isto não sei o porquê alguns indianos estão tão revoltados…rs.

Viagem ao Nepal.

Na semana passada estive no Nepal, país vizinho da Índia, e que possui voos saindo de Delhi com duração de menos de duas horas.

Monte Everet ao fundo - chegada ao Nepal. Sempre pedir para sentar ao lado esquerdo do avião, para conseguirem visualizar esta imagem.

Monte Everet ao fundo – chegada ao Nepal. Sempre pedir para sentar ao lado esquerdo do avião, para conseguirem visualizar esta imagem.

Para os indianos visitar o Nepal é algo normal, como se fosse para nós brasileiros ir até o Paraguai. Rs…

Pessoas com a nacionalidade de países participantes do grupo SAARC não precisam de passaporte para entrarem no Nepal, ou seja, os indianos podem viajar para este País apenas com a carteira de identidade.

Já os brasileiros, e vários outras nacionalidades, precisam pagar um valor em dólar, para conseguir o visto na chegada.

A quantia variará de acordo com os dias que deseja ficar no país. No meu caso, visto para 2 a 15 dias, tive que pagar 25 dólares.

Assim que descer do avião e entrar no aeroporto haverá alguns computadores/máquinas, que você precisa ir até os mesmos e realizar um cadastro, mencionando as suas informações, e tirar uma foto através da camera deste equipamento. A máquina emitirá um comprovante o qual você deverá entregar para o oficial do setor de visto, juntamente com o comprovante de pagamento da taxa, que também é paga próximo ao local onde há estas máquinas.

Além da facilidade de entrar no país, os indianos pagam mais barato para visitar os pontos turísticos, e até mesmo para pacotes de passeios turísticos.

Tá, ok…até ai tudo bem, mas o que eu fiquei mais chocada foi com o fato de que para visitar um Templo (Me refiro ao Pashpatinath Temple) em Kathmandu o local cobra um valor de cerca de 10 dólares para estrangeiros e a entrada é de graça para pessoas de países participante do grupo SAARC – e este valor nos dá permissão apenas para visitar ao redor do templo, pois a entrada no mesmo é proibida para estrangeiros, mesmo em caso deste ser casado com alguma pessoa que possua nacionalidade de um país membro do SAARC, e do estrangeiro ter trocado a nacionalidade e ter virado hindu.

Pashpatinath Temple

Pashpatinath Temple

Quando eu e o Dilip fomos “reeinvidicar” a minha entrada, o oficial nos informou que nem a Sonia Gandhi teve permissão de acessar o interior do Templo, e que o marido dela, na época o Primeiro Ministro da Índia, se recusou a entrar no Templo, e foram embora inconformados.

De qualquer forma, Kathmandu foi uma surpresa boa, pois estávamos esperando o pior, tendo em vista os terremotos que ocorreram no ano passado.

Sim, a cidade ainda possui muitos pontos destruídos, e há muita poeira no ar, fato que faz com que alguns habitantes utilizem máscaras o tempo todo.

Centro de Kathmandu

Centro de Kathmandu

Além destes pontos, vale informar que no momento o Nepal está passando por uma crise de abastecimento de petróleo e de botijão de gás, e por consta disto os táxis estavam caros e em muitos restaurantes havia opcões indisponíveis por conta da crise. Mais informações aqui.

Se você não possui muito tempo, mas mesmo assim deseja visitar alguns pontos turísticos, eu aconselho o Golden Temple próximo à Durbar Square em Patan.

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A Durbar Square em Patan e em Kathmandu (há 3 no total, e todas são consideradas patrimônio da UNESCO):

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E, caso tenha curiosidade, igual a mim, conhecer a Kumari, a qual é considerada entre os hindus e budistas, no Nepal, como uma Deusa, reencarnação de Taleju. Esta foto é de quando a visitei. Ela fica em uma casa bem simples, próxima à Durbar Square de Patan e não havia ninguém, a não ser dois adultos que penso que seja os pais dela, quando nós chegamos para visitá-la.

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Dicas:

O bairro chamado Thamel é cheio de barzinhos e possui uma vida noturna interessante. Vale a pena jantar nesta região, ou passear de tarde, para adquirir souvenir e tomar café.

Um dos barzinhos que visitamos.

Um dos barzinhos que visitamos.

Como na Índia, você precisa pedir desconto em tudo o que for comprar nas ruas: souvenir e até pedir para os táxis cobrar menos.

Se você gosta de Cassinos, dá para visitar alguns em Kathmandu. Escutamos falar que o Casino Mahjong era legal, e passamos por lá para conhecer – em minha opinião ele é bem pequeno e sem muitos atrativos, mas mesmo assim estava lotado. (Curiosidade: não é permitida a entrada de locais, aberto apenas para estrangeiros).

Kathmandu é um Vale, ou seja, há muitas cidades coladas umas nas outras.

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Infelizmente o meu itinerário foi bem curto, pois não tínhamos muito tempo, sendo assim, ficamos apenas em Kathmandu e fomos para Patan, mas há muito o que visitar no Nepal.

Eu queria muito ter ido para CHANGU NARAYAN (um dos monastérios mais antigos do Nepal), BHAKTAPUR (conhecida como a cidade dos devotos), POKHARA e NAGARKOT, mas ficará para uma próxima oportunidade.😉

Se você pretende viajar ao Nepal, saiba que é tudo muito barato (a cotação de 1 dólar estava 104 rúpias nepalesas) e o país realmente está precisando aumentar o turismo, para melhorar a situação da população.