Jaisalmer

Desde 2013 eu venho escutado coisas boas e negativas referentes a Jaisalmer, e por isto sempre fui deixando para depois o desejo de conhecer esta cidade.

Entre os pontos negativos estava o fato da distância entre Jaipur e Jaisalmer, a qual é grande – de trem o trajeto leva cerca de 14 horas.

Tendo em vista que apenas no mês passado o aeroporto em Jaisalmer foi inaugurado para o público, resolvi então conhecer o famoso deserto dourado, e posso já resumir que este não me decepcionou….bom, quero dizer…rs…tirando o fato de que o deserto é bem menor ao se comparar com o de Dubai, a cidade tem um charme que eu não tinha visto ainda na Índia, com ciganas e uma vida bucólica adorável.

Ciganas indianas – foto por Camila Pimenta

Como novamente eu não tinha muito tempo, eu fui em um dia para voltar no dia seguinte.

Cheguei na cidade pela manhã e um motorista do hotel que contratamos estava nos aguardando do lado de fora do aeroporto.

O hotel que contratei se chama Mystic.

Falei com o proprietário por telefone e passei para ele o que precisava, e ele me cobrou cerca de USD 86 por pessoa, estando incluso neste valor:

  • Nos buscar no aeroporto pela manhã;
  • Drink de boa vinda;
  • Deixar utilizarmos um quarto do Hotel para descansarmos/tomarmos banho;
  • Nos levarmos para o local onde ficariamos hospedados no deserto (falarei sobre o mesmo abaixo);
  • Parada em uma vila antiga de Jaisalmer;
  • Passeio de camelo;
  • Assistir dança folclórica típica do Estado do Rajastão;
  • Jantar indiano;
  • Café da manhã;
  • Água, chás e cafés inclusos a todo o momento;
  • Nos levar até o Forte de Jaisalmer quando estivéssemos de volta na cidade;
  • Deixarmos utilizar um quarto do hotel para descansarmos até o horário do nosso voo; e,
  • Nos levarmos até o aeroporto no horário do voo.

Foto de um dos quartos do hotel Mystic

O aeroporto de Jaisalmer, por ter aberto recentemente, é super pequeno e não possui ainda serviços de empresas de alimentação, por isto sugiro que não chegue ou vá embora com fome.

Sobre o local que ficamos hospedados no deserto – Quando conversei com o proprietário do Hotel ele me deu duas opções:

  1. Ficar hospedada literalmente no deserto, onde eu não teria nada ao meu redor, nem banheiro e camas – mas sim apenas passar a noite em um estilo de acampamento a céu aberto. Nesta opção o preço era ainda mais em conta;
  2. Ficar hospedada em uma tenda, com banheiro privado que incluia água quente. Quando conversei com ele eu não sabia que esta tenda não ficaria no deserto, mas sim próxima ao deserto – talvez tenha sido descuido meu não ter questionado isto detalhadamente…na hora que chegamos no local deu uma “decepçãozinha” pois não dava para ver o deserto e o local parecia mais um clube de campo…rs. Porém no final achamos até melhor, pois creio que a ventania da noite, tendo areia voando para todos os lados não teria deixado nós dormirmos bem.

Algumas fotos da nossa acomodação no deserto:

Foto do nosso quarto/tenda

Foto do nosso banheiro privado, dentro da tenda

Foto da nossa tenda, do lado de fora

Quando voltamos do deserto no dia seguinte nós fomos até o Forte, o qual achamos a estrutura e história incríveis!! Super voltaria para lá. Do Forte nós não teríamos tempo de irmos em mais nenhum local e por isto resolvemos voltar para o Hotel para tomar um banho e almoçarmos, para então seguirmos para o aeroporto….logo no final do almoço acontece o imprevisto: Nosso voo foi cancelado! Mantive a calma e liguei para a operadora da companhia aérea (a qual é a única que faz voos para Jaisalmer) e fui informada que o voo havia sido mesmo cancelado e que não tinha o que ser feito, e que a nossa única opção era ir no voo do dia seguinte ou cancelar a reserva.

Para não arriscar de ter o voo cancelado no dia seguinte novamente nós fomos atrás de voltarmos para Jaipur de trem – sim!! isto mesmo….algo que eu estava evitando de ter que enfrentar.

Compramos as duas últimas passagens e neste mesmo dia seguimos para Jaipur à meia noite. Ainda bem que fizemos isto, pois no dia seguinte o mesmo voo voltou a ser cancelado.

Por conta destas alterações no roteiro nós tivemos tempo de conhecer mais dois locais em Jaisalmer: Patwa Haveli e Gadisar Lake. Ambos são muito bacanas e vale a pena visitar.

Achei Jaisalmer super boa para fazer compras, principalmente dentro e próximo do Forte e encontrei por lá peças muito bacanas, que ainda não tinha visto em Jaipur.

Abaixo mais algumas imagens de Jaisalmer, para deixá-los com vontade de conhecer esta cidade…

Vendedores dentro do Forte

Dançarina do grupo folclórico do Rajastão

Pré adolescentes indianos que trabalham com os camelos após o horário escolar, para ajudar suas famílias.

Forte de Jaisalmer

Artesanatos

Já esteve em Jaisalmer? Se sim, me conte como que foi a sua experiência por lá. 🙂

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Rishikesh

Rishikesh, cidade conhecida pelo Yoga e pelos Ashrams…fazia tempo que queria conhecê-la, e neste mês de Novembro finalmente tive o meu desejo realizado.

Para quem não sabe, há vários brasileiros(as) que vem para a Índia apenas para ficar hospedados(as) em Rishikesh por semanas, para aprenderem tudo sobre yoga e meditação.

Esta cidade fica a 240 Km de Delhi, mas de carro pode levar até 6 horas.
Eu decidi ir de carro para conseguir fazer uma parada em Haridwar (uma das cidades sagradas do hinduismo), que valeu muito a pena, e também para não ficar dependendo de trem ou ônibus, pois muitas vezes estes atrasam.

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Foto tirada por Camila em Haridwar – Novembro 2017

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Foto tirada por Camila em Haridwar – Novembro 2017

A empresa de carro que eu contratei me cobrou cerca de USD 150 para me buscar em Delhi, fazer uma parada em Haridwar, me deixar no Hotel em Rishkesh e retornar para Delhi no segundo dia, me deixando em uma estação de trem da capital – neste valor estava incluso: aluguel do carro, motorista, pedágios, gasolina, hotel para o motorista e alimentação do motorista. Só paguei separado os estacionamentos, caso houvesse.

Nesta cidade você ve muitos indianos se purificando nas águas do Ganges, mas pela água ser mais clarinha dá um efeito melhor, e em minha opinião conseguimos entender sem criticar as questões religiosas e rituais, que são muito parecido com o que vemos em Varanasi (porém por lá a sujeira é maior, e para ser sincera choca um pouco).

Em Rishkesh eu me hospedei no hotel Aloha on Ganges – tirando o fato de que eles cobravam a parte o café feito a máquina (durante o café da manhã) – eu gostei muito da recepção, quartos, e atividades que o mesmo oferecia. A diária não foi barata (cerca de USD 100), mas como eu tinha poucos dias, achei que valeria mais a pena, por conta da localização, do que ficar hospedada em locais mais afastado.

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Neste hotel eles ofereciam de graça caminhadas pela manhã pelo rio Ganges (com um guia), aula de Yoga (com professor), e duas vezes por dia tinha o horário do chá, com bolachas e snacks .

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Além destas atividades eu fechei com eles o passeio de rafting, que saiu por USD 18 por pessoa, sendo que eles te emprestavam uma roupa própria para esta atividade + te buscavam no hotel + 2 horas de passeio pelo rio ganges + de deixavam de volta no hotel, ou seja, achei super barato.

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No segundo e último dia fui assistir o ritual chamado Ganga aarti, que ocorre à beira do rio Ganges todos os dias, às 17:30. Eu já tinha assistido em Varanasi em 2015, mas neste dia havia tantas pessoas por lá que não tinha conseguido assistir do início ao fim, e em Rishikesh eu consegui ver todas as etapas.

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Foto tirada por Camila em Rishkesh – Novembro 2017

Eu adorei Rishikesh e na minha opinião é uma cidade que vale muito a pena conhecer. Tem muita natureza e as pessoas são super tranquilas.

Curiosidade: não encontramos por lá nenhuma bebida alcoólica e carne, nem mesmo ovos.

Infelizmente ainda ficou muita coisa para conhecer, pois tive pouco tempo, mas pelo menos agora tenho um motivo para voltar – espero que não demore tanto. 🙂

Andei sumida…

Puxa, faz tempo que não apareço por aqui não é mesmo?

Desde o último post (Novembro do ano passado) tantas coisas aconteceram que eu acabei deixando o blog totalmente de lado… porém eu ainda continuo firme e forte na Incrível Índia, a qual sempre me acolheu de braços abertos. 🙂

Nestes últimos meses viajei muito, trabalhei mais ainda, abri o meu escritório em Jaipur…estava tão corrido que precisei até contratar uma pessoa para me ajudar. Nossa, nem acredito que faz mais de 4 anos e meio que vim para cá pela primeira vez.

Eu mudei muito desde 2013 (sim, a Índia faz isto com você), mas acreditem, a Índia mudou ainda mais, e para melhor….As ruas estão mais limpas, as pessoas mais concientes, o governo aumentou as campanhas contra corrupção e melhorou muitas leis, hoje em dia é mais fácil adquirir produtos diferentes, e o número de restaurantes em Jaipur quadriplicou…apenas o verão que continua o mesmo, quente quente quente!! Rs…
Mas claro, ainda há muito trabalho pela frente! Porém eu já fico muito feliz em presenciar estas mudanças.

Na próxima semana farei uma viagem para um local muito especial, que tenho vontade de conhecer desde que cheguei aqui na Índia, e farei um post para vocês, pois sei que há muitos brasileiros que vem para a Índia inclusive para conhecer esta cidade. Algum palpite? Dica: Fica na região norte do país. 🙂

Até lá….