O que devemos trazer para uma viagem à Índia?

Já recebi muitos e-mails de pessoas me questionando o que trazer para a Índia, para uma viagem a turismo pelo País, tão bem como para quem vem para um intercâmbio de trabalho (como foi o meu caso em 2013).

Tudo vai depender da época do ano que vier, pois na alta temporada (final de Outubro a começo de Março) o clima é bem mais gostoso e chega a fazer muitoo frio em Dezembro e Janeiro, sendo assim, para estes dois meses esteja preparado(a) para trazer casacos bem quentes.

Contudo, de forma geral, os itens que aconselho são:

  • Roupas de algodão e bem confortáveis. Há muitos locais que vendem peças lindas aqui, que dá para usar tranquilamente no Brasil, porém não é sempre que o preço é atrativo, por isto é bom já vir com suas roupas certas para cada dia. Decote e saia/bermuda curta chama muita a atenção da população, e por conta disto é bom deixá-los de lado por um tempo, para caso você não quiser ter pessoas te olhando e pedindo fotos com você a todo o momento…rs – Sobre a questão dos ombros de fora: dá para usar tranquilamente, apenas sugiro carregar com você um lenço leve, para algum momento que queira entrar em um templo e por isto precise se cobrir, ou até mesmo visite uma família tradicional indiana – o legal da Índia é que sempre há imprevistos e podemos finalizar o dia na casa de família indiana;
  • Para visitas à fortes ou monumentos antigos eu sugiro calçar tênis. Uma vez cai um tombo muito feio em um forte de Jaipur porque estava de rasteirinha descendo uma escada, e a escadaria era bem lisa por ser muito antiga – fiquei duas semanas com um roxo enorme;
  • Recado para a mulherada: ficar bela e formosa em fotos é sempre muito bom, mas evite colocar jóias e peças que sejam caras – roubo aqui dificilmente acontece, porém quando você esta muito bem vestida, maquiada e etc os vendedores indianos pensam que você tem dinheiro e acabam te cobrando mais caro. #Fato: quando preciso comprar lembrancinhas para levar para o Brasil eu coloco a minha kurta mais baratinha, passo um kajal nos olhos e deixo meu cabelo bem oleoso, para que os vendedores destes itens pensem que eu não tenho dinheiro nenhum e me cobrem bem pouquinho….rs.

O que ficar com você o tempo todo – Se possível traga uma mochila pequena e nela coloque:

  • Cópia do passaporte e carimbo de entrada na Índia (se for ficar em hotel é só pedir na recepção para eles fazer uma cópia para você) – eu evito sempre sair com o meu passaporte original;
  • Cartão de visitas – é incrível o número de pessoas bacanas que conhecemos em viagens, e é sempre legal quando damos esta oportunidade para nos conectar futuramente – muitas vezes estas não possuem facilmente o telefone em mãos e/ou não queremos passar o nosso número mas sim apenas um e-mail para contatos futuros;
  • Um caderno pequeno, para anotar algo que ache importante ou interessante – eu sempre levo comigo para anotar os gastos do dia em viagens, pois gosto de lembrar bem onde o dinheiro esta indo;
  • Caso esteja em Hotel é sempre bom pegar o cartão do mesmo, para mostrar para motoristas, pois às vezes você pode pegar um auto rickshaw e ele não compreenda onde quer ir, ou se precisar pedir para que alguma loja entregue a mercadoria para você em seu hotel;
  • Moeda local (há lojas que se for pagar com cartão de crédito eles te cobram 2% a mais), e claro trocado para dar de gorjeta, caso o serviço tenha sido bom – eu não costumo ajudar no troco quando estou em restaurantes, pois sempre quero que eles me voltem em trocado, e não notas altas…rs;
  • Eu não gosto de usar cartão de crédito em viagens internacionais, mas é sempre bom trazer também, para alguma emergência;
  • Cartão com as informações do seguro saúde, caso tenha feito um;
  • Óculos de sol;
  • Uma garrafa para ter água com você o tempo todo;
  • Creme hidratante – é incrível como a nossa mão fica seca aqui;
  • Repelente – de noite o tanto de pernilongo que tem nos locais é algo irritante;
  • Carregador portátil – sua bateria com certeza vai acabar depois de tirar tantas fotos…rs.
  • Protetor solar para o corpo e também protetor labial;
  • Álcool em gel e/ou lencinhos umedecidos – eles servem como papel higiênico também, para caso utilize algum restaurante que não tenha disponível este item no banheiro; e,
  • Remédios para dor de cabeça, dor de estomâgo e mais algum que ache ser necessário.

Dica: No site da Embaixada do Brasil na Índia há um número de emergência para atender brasileiros que estejam na Índia precisando de ajuda. É sempre bom ter este número salvo no celular, para caso precisar: +91 9810697829.

Acham que ficou faltando alguma coisa? Adoraria receber os comentários de vocês. 🙂

Foto do meu ponto turístico favorito de Jaipur – Amer Fort. Foto por Camila Pimenta

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Manias de um escritório simples indiano

Quer conhecer um pouco sobre manias de um escritório simples no qual o proprietário é Hindu?

Então é só prestar atenção nesta imagem abaixo que eu vou lhe explicar… 😉

Escritório comum em Jaipur – Foto por Camila Pimenta

Estes símbolos nas portas são escritas para trazer bons negócios para a empresa.

É normal realizar um Puja quando você abre o seu negócio aqui na Índia, seja ela pequena ou grande. E é durante esta cerimônima que estes símbolos são adicionados na parede. No YouTube há vários vídeos mostrando diferentes tipos de Pujas realizados para aberturas de empresas – caso tenham curiosidade de verificarem é só pesquisarem como por exemplo “New Office Opening Pooja”

No escritório da D&C Enterprises nós temos um mantra na parede, mas conforme eu comentei neste post do meu Instagram a minha equipe sabe que eu não gosto de bagunça/sujeira e eles pediram para o sacerdote escrever em um papel A4…rs.

Ainda ao lado direito da foto acima você pode observar algumas pimentas penduradas, correto? É isto mesmo. Aqui na Índia isto é símbolo de proteção contra tudo o que há de ruim, e é normal ver em várias lojas, para espantar negatividade.

Neste link há inúmeras opções para adquirir através do site do Amazon – O nome que eles dão para este objeto é Nimbu Mirchi.

Outros itens que você verá nesta foto é um macinho de flores penduradas na porta, embrulhadas em um jornal. É comum todos os dias trazer flores frescas para o altar que há no escritório/empresa, e começar o dia com alguma oração e agradecendo. Você pode contratar pessoas que traz para você diariamente flores frescas e pagar uma quantia por mês, como é o caso deste escritório.

No chão são itens mais comuns para nós ocidentais: um cesto de lixo, que neste prédio você coloca para fora no dia anterior e de manhã passa uma pessoa recolhendo e também há um galão de água, que funciona na base de abastecimento.

Além destes itens é normal verificar em muitas construções (antigas e modernas) máscaras que servem também para espantar mau olhado, como o exemplo abaixo.

Foto por Camila Pimenta

A primeira vez que vi isto foi em um prédio lindo, super moderno, que bem no centro havia este tipo de máscara e meu espanto foi bem grande, pois não combinava nada com o estilo do edifício, mas isto não costuma ser importante por aqui.

Tudo isto eu fui aprendendo aos poucos e ainda sempre vejo os indianos realizando algo diferente, mesmo morando por aqui a tanto tempo.
E você, conhecia ou possui alguma mania em seu serviço? Se sim, nos conte aqui nos comentários. 🙂

Como é voar pela Ethiopian Airlines?

Economizar no valor da passagem e também no conforto? Bom, era isto que eu pensava toda vez que tinha que adquirir tickets de ida ao Brasil – trajeto mais longo que costumo viajar.

Desde que vim para a Índia em 2013 eu já voltei para o meu querido País várias vezes e entre as companhias aéreas que eu utilizei estão: Etihad, Qatar Airways, South African Airways, American Airlines…pois sempre tinha um “pezinho” para trás quando via os preços da companhia Ethiopian Airlines, por ser bem mais em conta achava que o avião poderia não ser tão confortável.

Durante estes meus anos na Índia eu já escutei de tudo sobre esta empresa: serviço de bordo precário, aeroporto em Addis Ababa muito ruim, atendimento péssimo, malas que sumiram, malas quebradas…enfim, tudo o que um viajante detesta.

Porém, como gosto sempre de tirar as minhas próprias conclusões eu resolvi encarar uma viagem por esta companhia aérea no último mês e posso dizer que não me arrependi.

As passagens de ida e volta para o Brasil por esta empresa estava 85 mil rúpias, e em outras companhias aéreas começava com 110 mil rúpias, para o período que eu precisava, ou seja, para duas pessoas (eu e o Dilip) economizei 50 mil rúpias (cerca de 2,5 mil reais).

Para o trajeto Delhi <-> Addis Ababa o avião é mais simples, sem a tela de tv na frente do assento, mas se você tiver um smartphone você pode acessar alguns filmes com um serviço que eles chamam de ‘home.com’. Neste trajeto (6 horas e trinta minutos) foi oferecido uma refeição e um snack, além de passarem várias vezes com o carrinho de bebidas (vinhos, sucos, refrigerantes, água de coco, água, cafés).

Avião mais simples da empresa Ethiopian Airlines – Foto por Camila Pimenta

Já para o trajeto Addis Ababa <-> São Paulo (doze horas e trinta minutos) o avião foi super bom, com filmes ótimos, duas refeições e mais dois horários para snacks e as bedidas que passavam várias vezes.

Lógico que a comida não era excelente, mas para ser sincera nunca experimentei em avião uma comida muito boa.

Uma das refeições da companhia Ethiopian Airlines – Foto por Camila Pimenta

Kit amenity Ethiopian Airlines – Foto por Camila Pimenta

Um dos snacks da empresa Ethiopian Airlines – Foto por Camila Pimenta

Sobre o problema referente às malas:

Eu não tive problema nenhum, mas para me prevenir eu fiz algo que eu aprendi em um vídeo de Youtube – coloquei um papel pedindo para manusear minha mala com cuidado, e passei aquele plástico de proteção.

Mala empacotada para não ter problemas futuros…rs. Foto por Camila Pimenta

Sobre o aeroporto em Addis Ababa:

Sim, realmente ele é bem simples e não possui várias coisas básicas, como por exemplo bebedouros para tomarmos água, uma internet que funcione (eles oferecem a mesma, mas em nenhum momento funcionou), um local para que você possa sentar com seu laptop (work station). No banheiro faltava toalha para secar as mãos todas as vezes que fui utilizar e em alguns banheiros o cheiro não era agradável. Para a ida ao Brasil a conexão foi de uma hora e na volta foram 5 horas. Na ida eu nem reparei nestes detalhes acima, pois foi tudo bem corrido, mas na volta como tinhamos mais tempo estes pequenos detalhes fizeram falta, mas nada que me fizesse ficar estressada.

Um dos banheiros no aeroporto de Addis Ababa – Foto por Camila Pimenta

Ou seja, eu recomendo sim viajarem por esta empresa caso queiram/precisam economizar, mas se possível façam uma conexão curta em Addis Ababa.

Ah, e antes que me esqueça, eu achei os atendentes muito prestativos. Toda vez que precisava de algo as aeromoças sempre me atendiam muito bem.

Espero ter ajudado com este texto aqueles viajantes que procuram informações como esta. Qualquer dúvida me escrevam por aqui. 😉

O que deu o que falar na Índia?

No último dia 8, às 19:30 PM, eu recebi uma mensagem no WhatsApp de uma conhecida indiana me contando que as notas de 500 e mil rúpias (as mais altas na Índia) não estariam sendo mais válidas a partir da meia noite do mesmo dia.

Para ser sincera quando eu li o conteúdo do texto eu achei que fosse uma brincadeira e não dei bola, mas depois de alguns minutos outras mensagens começaram a chegar e eu fui logo ligando a TV, no canal de notícias, onde me deparei com um pronunciamento do Primeiro Ministro informando sobre a mudança, com o intuito de acabar com o dinheiro ilegal que consta no país, além do dinheiro que está ajudando a financiar os conflitos na divisa com o Paquistão e também para controlar de agora em diante os valores recebidos entre os indianos, pois o valor de imposto de renda pago na Índia é super irrelevante (apenas 1% da população paga este imposto), e por isto a Índia ainda possui muita pobreza, pois o governo não possui tanto recursos para conseguir realizar algo e melhorar a situação.

Neste link, aqui, da Folha de São Paulo há mais detalhes da desmonetização.

Toda a estratégia da mudança ocorreu em segredo, e apenas 3 pessoas sabiam, pois não era para alertar ninguém sobre esta alteração.

Por sorte eu não tinha comigo muitas destas notas antigas, mas vocês não fazem idéia da loucura que foram os primeiros 10 dias desta mudança de notas.

Muitas fábricas pararam, pois os funcionários não estavam indo trabalhar, tendo em conta que eles precisaram trocar o dinheiro que possuiam, lojas fecharam, fazendeiros começaram a fazer greves, empresas de logísticas que aceitam receber apenas em dinheiro em espécie não aceitavam receber as notas antigas e por isto muitas mercadorias ficaram paradas, os pedágios tiveram que serem abertos e por isto durante os 4 primeiros dias não houve pedágios no país.

Para caso tenha curiosidade, as regras para trocar o dinheiro estão sendo:

  • Você pode trocar apenas 4 mil rúpias – notas antigas por notas novas – por PAN Card (seria como um CPF no Brasil), e para isto você precisa enfrentar filas enormes – e esta troca pode ocorrer apenas uma vez;
  • O restante do seu dinheiro você precisa depositar na sua conta bancária, e apenas você pode depositar, ou seja, se eu for com dinheiro e quiser depositar na conta de uma amiga não é permitido;
  • Se eu depositar até 2,5 lakhs (+ ou – 12.500 reais) eu não preciso pagar nenhum imposto, mas se for um valor acima disto as multas e impostos são altíssimos, conforme explicação na imagem abaixo:

Informações sobre pagamento de imposto

Nos primeiros dias (até o dia 24 de Novembro) estava sendo permitido usar as notas antigas em/para:

  • Postos de gasolina;
  • Farmácias (com apresentação de receita médica e ID);
  • Hospitais;
  • Compra de gás;
  • Crematórios ou cemitérios;
  • Locais do governo que vendem leite;
  • Conta de água e luz; e,
  • Compra de passagem de trem.

O que ocorreu no dia a dia, após esta mudança:

  • Muitas pessoas pagavam aqueles que não possuem dinheiro para ficarem nas filas de Bancos, e trocarem o dinheiro para eles – até mesmo uma start up começou a oferecer este serviço, cobrando 90 rúpias para ficar na fila para você;
  • Vários empresários indianos estão entregando dinheiro para funcionários de confiança, para estes depositarem em suas contas, e irem tirando o dinheiro aos poucos, e devolvendo para os mesmos;
  • Há casos de indianos bem relacionados, e com muito black money, que pediram para donos de postos de gasolinas trocarem as notas antigas por notas menores, de 100 rúpias. Conheço um caso que o indiano entregou para o amigo que possui posto de gasolina o valor de 1 milhão de rúpias, e este trouxe esta quantia em notas de 100;
  • O dólar subiu;
  • Ocorreu vários casos de falecimentos em filas de bancos, sendo a maioria de pessoas idosas que estavam enfrentando filas e tiveram um ataque no coração; e,
  • Os templos arrecadaram o maior número de dinheiro da história, em doações, recebendo inúmeras notas de 500 e mil rúpias.

Há uma discussão que a maior parte do dinheiro ilegal dos indianos não se encontra na Índia, mas sim em paraísos fiscais, ou em dólares.

Problemas:

  • Não houve nenhuma medida tomada com relação aos turistas. A Índia abriu recentemente a possibilidade de visto na chegada do país, e o aumento do número de turistas cresceu muito, e esta atitude de não pensar nos estrangeiros que estão visitando o país está deixando uma impressão bem ruim, pois eles não podem usar este dinheiro nem para comprar ingressos em pontos turísticos, e os números de telefones de serviço aos turistas não sabem informar sobre nada. Texto sobre isto aqui;
  • Há um mercado negro se formando para a compra das notas antigas, pagando um valor mais baixo, por exemplo, se você possui notas antigas e não tem como se explicar para o governo, eu compro de você por um valor bem mais abaixo;
  • Houve vários casos de pessoas que tiveram que adiar o casamento, pois o que ocorre na Índia é que as famílias guardam a vida inteira o dinheiro dentro de casa, para pagar os gastos com o casamento dos filhos(as), e esta mudança ocorreu justamente na época que há mais casamentos aqui na Índia (wedding season);
  • Apesar do governo ter avisado que os locais mencionados acima poderiam receber as notas antigas, muitos deles não tinham certeza e por isto não estavam aceitando, com medo de perderem o dinheiro recebido.

Curiosidades:

  • Segundo previsões do governo indiano, levará cerca de 3 a 6 meses para que tudo volte ao normal;
  • Os Bancos indianos arrecadaram mais de 30 bilhões de dólares em dinheiro, nas duas primeiras semanas;
  • A troca e os depósitos das notas antigas poderão ocorrer até o dia 30 de Dezembro apenas, o que é um período muito curto, para uma população do tamanho da Índia;
  • O Primeiro Ministro já recebeu ligações com ameaças de morte, após ter realizado a desmonetização – apesar de ser pouca é a porcentagem da população que esta descontente com a troca da moeda.

“O real Hotel Marigold” – documentário BBC

Você já pensou em se aposentar e vir morar na Índia – por conta do custo baixo de vida e da “tranquilidade”? Pois é…o canal britânico, BBC, realizou um documentário sobre como seria o real ‘Marigold Hotel‘, trazendo ingleses com mais de 60 anos para virem morar por algumas semanas em Jaipur (cidade em que eu vivo desde 2013). Este documentário foi feito em 3 partes, e vale a pena assistir, se você curte a Índia.

Abaixo um breve trailer de como é este documentário – pois o conteúdo integral foi retirado do Youtube.

Infelizmente, como a maioria das informações que possuímos sobre este país, a BBC fez com que víssemos mais o lado típico indiano, como por exemplo:

  1. Os ingleses moram no meio da Pink city, em um Hotel – Ok, o Hotel é bom e limpinho, porém NUNCA conheci um estrangeiro que morasse no meio da muvuca que é a cidade rosa;
  2. A BBC faz com que os participantes vão de Jaipur para Agra de trem, em classe normal! Sério? É isto mesmo produção? Não há a necessidade de faze-los passar por isto. Alugar um carro sai super em conta e é bem mais confortável, além de que se for de trem, que vá em primeira classe, já que o valor é bem barato para quem ganha em libras;
  3. Em uma parte do primeiro episódio eles mostram uma das inglesas utilizando um banheiro público. Eu nunca fui nestes banheiros e não conheço ninguém que seja estrangeiro e que tenha ido. Mesmo na Pink city há restaurante com um bom banheiro que pode ser utilizado;
  4. Neste mesmo episódio mostra alguns estrangeiros indo até um local onde vende a carne de frango fresca, ou seja, você escolhe o frango e eles matam o mesmo na hora – porém, há também açougues em que os estrangeiros que vivem em Jaipur não precisem passar por isto;
  5. Por último, o que eu achei mais absurdo foi mostrar o moço indiano da casta Meena, dizendo que ele não consegue um bom emprego em agências de turismos por conta da casta dele, e além disto ele diz que ganha 2 mil rúpias por semana. Eu tenho amigas que conhece ele e me disseram que ele trabalha como guia de uma empresa de turismo, e que ele ganha sim mais do que esta quantia.

Sobre a pergunta acima “morar na Índia após se aposentar”: Eu não consigo imaginar a minha avó, que tem mais de 70 anos, morando aqui.

Acho que se você já estiver morando na Índia, quando alcançar uma certa idade, tudo bem, porém se mudar para cá por tempo integral, após se aposentar, eu não vejo lógica, a não ser que você não tenha família em seu país de origem e tenha uma saúde muito boa.

Sim, a Índia possui um custo de vida muito mais em conta, mas creio que a mudança repentina, de uma vida ocidental para a Índia, quando estiver com uma certa idade, pode deixar a pessoa muito estressada, por conta da grande diferença cultural e das dificuldades em conseguir as coisas de uma forma mais simples.

Depois me contem o que acharam do documentário. Adoro quando recebo opniões de vocês. 🙂